Uma das coisas que fica latente sempre que converso com as pessoas envolvidas com movimentos culturais em regiões de periferia é que a a sua principal motivação para o envolvimento com esse tipo de política é: Tirar o menino da rua.
E esse discurso, presente em quase 100% das falas, incomoda-me um pouco. Isso porque, para mim, a principal motivação para desenvolver políticas culturais deveria ser o resgate da cultura local, ampliar o horizonte das crianças, a visão de mundo da comunidade e até mesmo para entrenimento. No entanto, envolver-se com cultura acaba por ser uma medida de concorrência à violência. Embora essa alternativa tenha dado resultados muito bons na medida em que muitas crianças acabam por descobrir talentos que a eles eram antes ocultos, Tirar o menino da rua deveria ser mesmo a principal motivação para produzir cultura?
