Como diz o Felipe Andreoli, do CQC - "O som do gueto, show dos manos pra quem tem bufunfa pra pagar".
Ontem à noite estava na cama, cochilando, quando vejo a matéria do CQC - Show dos manos para os playboys. Não pude deixar de prestar atenção e refletir sobre aquilo. Achei brilhante a forma como Felipe Andreoli conduziu a reportagem... embora não seja muito fã dos carinhas do CQC e ache um tremendo besteirol, dessa vez, tenho que concordar que eles tocaram a matéria com ironia de forma a fazer a galera refletir. Afinal, pagar 250 reais para ir a um show, não é pra qualquer um. Mas até que cabe uma pergunta: será que kanye west é mesmo o som do gueto? Embora seja hip hop, não sei se poderíamos denominar assim. Fica aí o vídeo para vocês me ajudarem a refletir:
domingo, 16 de novembro de 2008
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
"Sei lá... tá no sangue!!"
Há alguns instantes estava conversando com um dos fundadores do Bloco Surpresa, que já anima os carnavais da Barra há 24 anos.
A conversa, que inicialmente duraria aproximadamente 30 minutos, durou mais de uma hora, devido a minha e também empolgação do entrevistado (Embora seja comum eu sempre me empolgar!!).
O que eu achei mais interessante nessa mais de uma hora que conversamos foi quando eu perguntei qual a sua motivação para trabalhar com cultura na região da Barra do Jucu, e ele me disse: "bem, sei lá, acho que tá no sangue!" E começou a me contar do seu envolvimento inicial até hoje. O engraçado é que eu observei, não apenas na fala dele, mas também na de outros líderes culturais, que eles querem parar de se envolver com as manifestações culturais - seja por decepção, cansaço ou porque querem oportunizar outras pessoas - no entanto não conseguem.
E além da questão do sangue, como diz o presidente do Bloco, tem o amor pelo trabalho. Uma vez, ao conversar com o Fábio Carvalho sobre o Ceccaes (Centro Cultural Caieiras), uma instituição cultural localizada em São Pedro, da qual ele é o fundador, ele me disse: "Michelli, eu não estudei para estar aqui, não escolhi isso... mas aí você se apaixona e trabalha 24 horas em torno disso. É algo que tá impregnado na gente"
São palavras como essa que me motivam a trabalhar com esse tipo pesquisa...
É muito bom saber que existem pessoas realmente motivadas a trabalhar com cultura, não apenas pelo reconhecimento que talvez esse envolvimento venha proporcionar, mas principalmente, pelo amor à arte!!
A conversa, que inicialmente duraria aproximadamente 30 minutos, durou mais de uma hora, devido a minha e também empolgação do entrevistado (Embora seja comum eu sempre me empolgar!!).
O que eu achei mais interessante nessa mais de uma hora que conversamos foi quando eu perguntei qual a sua motivação para trabalhar com cultura na região da Barra do Jucu, e ele me disse: "bem, sei lá, acho que tá no sangue!" E começou a me contar do seu envolvimento inicial até hoje. O engraçado é que eu observei, não apenas na fala dele, mas também na de outros líderes culturais, que eles querem parar de se envolver com as manifestações culturais - seja por decepção, cansaço ou porque querem oportunizar outras pessoas - no entanto não conseguem.
E além da questão do sangue, como diz o presidente do Bloco, tem o amor pelo trabalho. Uma vez, ao conversar com o Fábio Carvalho sobre o Ceccaes (Centro Cultural Caieiras), uma instituição cultural localizada em São Pedro, da qual ele é o fundador, ele me disse: "Michelli, eu não estudei para estar aqui, não escolhi isso... mas aí você se apaixona e trabalha 24 horas em torno disso. É algo que tá impregnado na gente"
São palavras como essa que me motivam a trabalhar com esse tipo pesquisa...
É muito bom saber que existem pessoas realmente motivadas a trabalhar com cultura, não apenas pelo reconhecimento que talvez esse envolvimento venha proporcionar, mas principalmente, pelo amor à arte!!
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segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Tinha que ser uma matéria do Fantástico
Hoje à tarde eu estava conversando com a Marianne, a orientadora do meu projeto de pesquisa, e ela comentou comigo sobre uma reportagem dada pelo Fantástico, ontem à noite. Fomos ver no site o vídeo da matéria e ficamos discutindo sobre a forma "ridícula" com que o fantástico abordou a matéria.
Mari, eu sei que você vai colocar o link do vídeo no seu blog, mas eu, como pesquisadora de cultura na periferia, também não poderia me calar quanto ao recorte dado nessa reportagem.
O título da reportagem é: Pichar paredes é Arte ou Vandalismo?
É claro que o ato de pichação é crime e concordo que é uma forma não das mais adequadas para expressar o protexto. No entanto, há uma grande diferença entre pichação e grafite, que, do jeito que foi mostrado na reportagem, deu a entender que as duas coisas fazem parte do mesmo universo, sendo que não.
Confiram aqui o Vídeo da reportagem.
Mari, eu sei que você vai colocar o link do vídeo no seu blog, mas eu, como pesquisadora de cultura na periferia, também não poderia me calar quanto ao recorte dado nessa reportagem.
O título da reportagem é: Pichar paredes é Arte ou Vandalismo?
É claro que o ato de pichação é crime e concordo que é uma forma não das mais adequadas para expressar o protexto. No entanto, há uma grande diferença entre pichação e grafite, que, do jeito que foi mostrado na reportagem, deu a entender que as duas coisas fazem parte do mesmo universo, sendo que não.
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domingo, 9 de novembro de 2008
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
O orkut na periferia
Estou impressionada como sites de relacionamentos como o Orkut tem ampla difusão e utilização também na periferia. Geralmente, pensamos que moradores em regiões de risco social, em que a maioria não possui computador em casa, não utilizam com frequência a internet para se comunicar, tendo em vista que - pressupunha eu - não seria um meio de comunicação eficiente nesses locais. No entanto, ao pesquisar a comunidade da Grande Terra Vermelha pude ver que existem várias, inclusive uma com 662 membros. E ao entrar na comunidade para pesquisar membros participantes do circuito do hip hop encontrei várias pessoas, entrei em contato com elas e obtive resposta em menos de 24 horas de quase todas.
Descobri ainda, no decorrer da minha pesquisa de campo, que não apenas o Orkut, como também os blogs são utilizados por grupos culturais como forma de divulgação e também de comunicação. E a população acessa. Isso é o interessante. Além disso, transcende o âmbito comunitário na medida em que possibilita o acesso e a participação a esses grupos a pessoas como eu, que não pertence àquele meio social.
Descobri ainda, no decorrer da minha pesquisa de campo, que não apenas o Orkut, como também os blogs são utilizados por grupos culturais como forma de divulgação e também de comunicação. E a população acessa. Isso é o interessante. Além disso, transcende o âmbito comunitário na medida em que possibilita o acesso e a participação a esses grupos a pessoas como eu, que não pertence àquele meio social.
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domingo, 2 de novembro de 2008
sábado, 1 de novembro de 2008
A arte que valoriza
Os moradores aprovam: "Essa arte valoriza a nossa cultura"
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Toninho Natural
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